quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Décimo andar

Algumas coisas na vida perderam o sentido
Minhas orgias solitárias nas tardes de segunda
Batendo em louvor ao seu corpo ainda frio

Algumas coisas na vida perderam o sentido
Vagar pelas ruas feito um personagem de Noll
E na escuridão foder um desconhecido

Das poucas coisas que ainda fazem sentido
-não a literatura: a literatura engana sufoca enlouquece
Nunca fui apresentado cordialmente a nenhuma delas
-sinto muito
Nem elas me deram um aceno um abraço um beijo fraterno

Há poucas coisas na vida que ainda fazem sentido
E eu tento acreditar nisso a todo custo
É o que me impede de pular agora do seu apartamento

4 comentários:

Cauhê disse...

Gaioto,
além de trágico e desbundado,
és um eterno apaixonado.

Anônimo disse...

Ah... porque não se jogou?

MetAArte disse...

Grande ALEXANDRE! Estou eu e Johnny Walker há mais de hora lendo teus contos poemas bluesando nel fuego de la madera muy buena! De Cafá com Mutarelli para cá: uma viagem, muy deliciosa... Um abraço interplanetário!

Anônimo disse...

Pode pular. Ela mora no térreo.